Hospital Estadual de Assis Brasil está abandonado e vira caso de polícia após denúncias de servidores

Publicado em 22 de janeiro de 2018 às 09:18



A falta de atenção por parte da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) para com o Hospital da Cidade de Assis Brasil virou definitivamente caso de polícia, com queixa registrada na delegacia local e pedido de investigação e providências encaminhado ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). O caso foi denunciado pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac).

Conforme denunciaram os diretores do Sintesac, o hospital está em condições totalmente insalubres, pois há três meses não é feito o recolhimento do lixo hospitalar, deixando superlotados os camburões destinados à coleta deste tipo de material.

Restos de cirurgia amontoados

“Por conta disso, os restos de cirurgias – partes humanas – e equipamentos usados nos atendimentos, como seringas, agulhas, luvas e outros estão amontoados, contaminando o local”, informou Adailton Cruz, presidente do Sintesac. 

Para tentar minorar o problema, os servidores locais estão enterrando os restos de cirurgia, como placentas e outros, no fundo do terreno. Mas estes procedimentos têm atraído urubus, os quais desenterram e se alimentam dos dejetos.

Falta de segurança, ferrugem e mato

“A cerca em torno da unidade de saúde está caindo aos pedaços e há muito tempo o terreno não vê uma roçagem e limpeza. O esgoto também apresenta problemas e escorre a céu aberto. 



Os equipamentos de metal, como camas, suportes de braço e de soro, estão enferrujados e são um riso para servidores e usuários”, denunciou Francinete Barros, secretaria geral do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac). 

Caso foi encaminhado ao MP

Para complementar o caos no local, a ambulância vive quebrada e, quando funciona e necessita do acompanhamento do médico, o hospital fica sem poder atender por falta de profissional. Não há alimentação adequada para os servidores e as escalas são incompletas. 

“Além disso, está havendo perseguições, ameaças e até agressões. Já teria inclusive sido feito um registro policial há poucos dias por conta da falta de condições e o caso agora encaminhamos o caso para o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC)".