Sem comunicar a ninguém, Governo manda fechar UPA do Tucumã

Publicado em 10 de maio de 2016 às 17:28, por assessorcia/imprensa - sintesac


Para que não ajam reclamações contra falta de médicos e medicamentos e sem atender minimamente a população, o Governo manda fechar a Unidade de Pronto Atendimento – UPA do Tucumã. Um grande retrocesso.
Uma decisão monocrática (de uma única pessoa) deixando fora de qualquer discussão ou comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores de Saúde e os servidores Todos foram pegos de surpresa na manhã desta terça-feira de 10 de abril/2016. A grande pergunta é: Qual a motivação do Governo para fechar uma unidade de saúde em setor tão deficitário?
Oficialmente   o governo está dando o silêncio por resposta mas não é segredo que a motivação é financeira. Com a mudança, o Estado deverá economizar alguns míseros trocados pagos em plantões, gratificação, adicional noturno e periculosidade. Avalia-se que naquela Unidade trabalham cerca de 80 serviços.

Qual seria a economia para os cofres do Estado?


 Na contramão de uma decisão tão retrógrada, desumana e desnecessária, estão pacientes oriundos do Tucumã, Habitar Brasil, Ruy Lino, Mocinha Magalhães, Jorge Lavocat, Tancredo Neves,  Calafate, Universitário I II e III até Porto Acre, abrangendo em média 30 mil pessoas.

 A pergunta é:  A policlínica que o governo pretende substituir pela UPA, vai ter enfermaria de observação, exames, internação até as 21:hs, médicos, enfermeiros e demais pessoal de apoio? Outra grande certeza é o atendimento que era péssimo deve piorar. Haverá superlotação na UPA do 2º Distrito e no Pronto Socorro.  Vale lembrar que as Upas foram implantadas para aliviar a carga do Pronto Socorro.

Enfermeira é acometida de pressão alta e causa preocupação
 
A tensão toma conta de todos e afeta diretamente a saúde de alguns servidores como é caso da enfermeira Maria Aparecida da Silva, 55 (foto) cujo pico de pressão arterial preocupa médicos e colegas e trabalho.
Com voz pousada relata, numa avaliação bem simplista, que vai perder R$ 400,00 em seus vencimentos, mas reconhece que sua situação é bem mais confortável que muito dos colegas de trabalho.


 Sintesac  entra na briga e promove manifestação pública

A direção do Sintesac entra na discussão e promete agir em defesa dos trabalhadores e da população. Ainda na manhã de ontem, toda direção do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde esteve na UPA do Tucumã e ouviu os servidores.
Ficou decidido que um “carro de som” circulará no próximo fim de semana pelo Tucumã e bairros adjacentes, fazendo convite para um ato público que pretende para as 8:hs da próxima segunda-feira em frente a UPA do Tucumã.


Na PGE, a pista sobre fechamento de postos de saúde e de polícia

Em seguida os diretores participaram de uma reunião pré agendada com procuradores da Procuradoria Geral do Estado (PGE), buscando informações sobre a situação dos servidores tidos como irregular.

Em meio as explanações, o procurador Maiko Figale Maia  disse que a Ministra Chefe do Tribunal de Contas da União já havia notificado o Estado que havia ultrapassado os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal com gasto de servidores e que portanto, O Estado tinha que apertar o sinto e se abster de qualquer tipo de gastos. Dai fica obvio que a decisão de fechar a Unidade de Pronto Atendimento do Tucumã  está intricadamente ligada a essa contensão de gastos que o Governo está fazendo. A questão é: Porque não fazer uma mini reforma fiscal reduzindo o número de secretaria e cortado os milhares e cargos comissionados ?