Servidores da Saúde estadual decidem por greve geral a partir de 18 de outubro

Publicado em 16 de setembro de 2016 às 20:21


Assembleia Geral realizada no auditório do Hospital Geral de Clínicas estava lotada, com expressiva participação dos servidores

Assembléia Geral Extraordinária realiozada no auditório do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb)

Os servidores em saúde do Estado do Acre decidiram no final da tarde desta sexta-feira endurecer o jogo com o governo e decidiram por uma greve geral a partir do dia 18 de outubro. A Assembleia Geral foi realizada no auditório do Hospital Geral de Clínicas, que estava lotado.

Agora, caso o governo insista em não abrir um canal de negociação para com o representante dos trabalhadores, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), os serviços de saúde vão ser paralisados e somente os 30% do mínimo legal estarão garantidos nos locais de urgência e emergência. 

Se realmente for preciso paralisar as atividades, a greve vai fechar os postos de saúde do governo do Estado, ficando somente atendendo aqueles vinculados às prefeituras.

Conforme o presidente da comissão provisória do Sintesac, João Batista Ferreira dos Santos, a decisão foi da categoria e o sindicato vai encaminhar a greve. Ele destacou que o governo já assinou um documento, mas não mandou a lei para a Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) para, ao menos, dar uma satisfação para os trabalhadores.



“Dia 18 estaremos todos na praça do palácio, defronte a Aleac, a partir da 9h00. Assim, conclamamos a todos os servidores em Saúde do Estado do Acre para comparecerem e fazermos um movimento forte e unido. Precisamos fazer um grande movimento e dizer o que queremos”, destacou João Batista.

Seis anos sem recomposição salarial

Segundo o tesoureiro do Sintesac, Adailton Cruz, já são seis anos sem a recomposição dos salários e os servidores já não aguentam mais a defasagem. Além disso, é preciso corrigir as condições de trabalho melhor para todos. 

“Hoje temos diversos problemas além das condições de trabalho, como a falta de pessoal, temos a defasagem de mais de 30% dos salários. O trabalhador não pode trabalhar com fome. Como vamos prestar um serviço de qualidade se não temos sequer como manter as nossas casas?”, questionou Adailton.

Adailton destacou também a falta de progressão na carreira dos mais de três mil trabalhadores contratados sem concurso público. “Além disso, existe a questão da falta de acordo coletivo para o pessoal do Pró-Saúde.  Tudo isso está sendo levado em conta e vai para a pauta de negociação com o governo”, complementou.